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Thursday, 26 March 2020

a minha narrativa ilusória e porquês

4 o que são más intenções
5 o que é saudade
6 o que é perda
7 onde é que eu acabo e os outros começam
8 do que é que eu sou capaz
9 o que é que eu quero para mim
10 omnipotência sobre tudo o que realmente desejo
11 quais são os limites da minha creatividade
12 qual é o limite do meu sofrimento
13 porque é que sou tão sensível ao sofrimento colectivo
14 porque é que eu sinto tanta dor enquanto que a minha vida não tem problemas, não mereço sentir-me mal nem quero sentir-me mal
15 como é que exilo as minhas emoções
16 como é que eu lido com a dor
17 o que é intimidade, e o que é amar
18 quem é que eu sou
19 quem é que eu quero ser
20 porque é que eu sou o que sou, como é que crio o que quero ser
21 como é que eu amo
22 como é que eu volto a sentir algo
23 como é que eu saio daqui e me despeço de mim
24 qual é a importância dos outros, e a morte do ego

Thursday, 19 March 2020

rant on reality


All is mind. Nothing excites mine more than pondering its limits and influence and imagining ways of unifying the abstract and concrete. Some may call a model such as this God, I call it a Theory of Everything.
We perceive reality differently than others. The senses are the same but we grasp the same things differently. Every individual has its own reality, tinted by their own perceptions and expectations. We are our thoughts. Thoughts become things. We can adjust our thoughts to modify and create the reality we desire. The world is a mental creation. Or so they say.

Empirical science is based on the immutable, fixed “qualities” of the concrete world, more specifically, the mental creations we all agree on (so far*). Through experimentation and observation, we can all experience and verify through the senses and replicate everything that science has backed up so far. They are immutable because the value of a certain quality doesn’t differ from individual to individual. It always remains the same, therefore it can be experienced and agreed on equally by everyone, and reproduced.

An example of a “quality” that is mutable yet also taken very seriously in science although it isn’t considered one, is the realm of ethics and psychology. Principles like “All is Mind” are being used extensively in mechanisms of “thought reform” such as cognitive behavioural therapy. I’ve always wondered how the bridge between material and immaterial, thoughts and reality would be expressed. And why they are given different weights of credibility. Is there any relationship between the two, if so, why aren't we more focused on proving so? How could we even begin about doing so?
Does our mind, besides mere observation, have any impact on the physical properties of reality? Where does that influence begin and end?
See observer effect. 1, 2, 3, 4

I said so far(*) because we can only guarantee the reproducibility of everything we’ve known... so far. From the moment there is an exception to the “earthly laws”, everything must be reconsidered and adjusted. So is there really an immutability to it all? We may never know.
For example, if we ever come across a planet where gravity doesn’t follow the formula we’re so used to know, if there’s something out there that is extremely different than everything we know because it is taking into account other variables we don’t know yet, we would have to rethink everything we take for granted, everything we consider true hard fact-based science.

Far out example: If there’s life out there that can sustain itself without oxygen, and or eg., isn’t carbon based, but maybe on this atmosphere wouldn’t work, we would have to rethink everything we know about organic chemistry and what actually makes life possible.
See space-time. 1 2, 3, 4

My current idea is that maybe there are a lot of variables that we do not know yet, that could actually explain and complete a lot of empirical theories. Including the more theoretical ones such as consciousness.

Or maybe the chaos, rhythm and dynamicity of the universe would make it impossible to predict everything – would we need to discard and reconsider all these variables again? No, because the dynamic nature of the universe in itself would be just another variable.

So is the universe ultimately deterministic? Ultimately yes, it does seem so.
What I’m more interested in now is where does consciousness fit into the Theory of Everything. What is the ultimate model that unifies cognition, intelligence, awareness, will, emotions, intuition and a bag of flesh, and what is that about?

What kind of variables exist to express consciousness and what do they mean?

Is the idea of a deterministic world, and are these variables just a mental creation too, and are we biased by our earthly senses, and ultimately, our own individual expectations?

Are my senses ultimately fooling me and the world isn’t actually how I think it makes sense?

What about what is making collective sense? Are we all just smashing bias together and trying to forcingly create meaning and conclusions out of it all, and/or progressively adjusting it so we can have a referential Manual of Life which we call science?

The anticipation will literally kill me.

Monday, 20 January 2020

O conhecimento da própria ignorância ou a ignorância do próprio conhecimento

E quando surge aquele nervosismo miúdo de quando achas que sabes que sabes, mas não sabes se é saber o suficiente?
Mas depois ponderas o quão bom é saber que não sabes, mas que talvez seja ainda melhor não saberes que sabes?

Acho que um dos descritíveis valores que o conhecimento humano acarreta, não só é ter a noção que não se sabe tudo - como Pitágoras parafraseou Sócrates - mas saber que saber ou não saber tudo pode levar a destinos diferentes.

Por um lado pode parecer niilismo ou cepticismo epistemológico. Por outro lado ao reduzires o significado e propósito da vida humana às suas qualidades mais estáveis, fluidas, naturais e menos compadecedoras (não defendendo o hedonismo), o caminho de menor sofrimento parece o de não saberes que sabes, ser o melhor que podes saber.

Com isto quero salientar que difere do fenómeno do "ignorance is bliss" pelo simples facto de não seres ignorante acerca da possibilidade do porquê da melhor decisão poder ser a consciente opção da ignorância do saber.

epistemológico

"epistemologia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/epistemologia [consultado em 21-01-2020].
epistemológico

"epistemologia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/epistemologia [consultado em 21-01-2020].
epistemológico

"epistemologia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/epistemologia [consultado em 21-01-2020].

Tuesday, 14 January 2020

V

Once you understand why and how worthy and valid every path of every individual is, you can either be consumed by immeasurable compassion, or immeasurable despair.

Equating all individuals and their deeds, fears, passions, ideals and personal realities (within their own differences) to something worthy of existing in this world and space-time feels extremely liberating, but can also feel existentially meaningless as we shed away our perceptions of categories, hierarchies and belonging. 

The balance is found in cherishing your individual uniqueness, as you're also simultaneously equal to everything.

"cogito ergo sum"

Quando é que começámos a equivaler a nossa identidade com a nossa mente, em vez de com todo o nosso organismo? Muitos indivíduos concebem-se agora como egos isolados existindo dentro dos seus corpos. A mente tem sido separada do corpo e caracterizada pela fútil tarefa de o controlar, assim se causando um conflito aparente entre a vontade consciente e os instintos involuntários.

Cada indivíduo tem sido cada vez mais cindido num grande número de categorias separadas, cisões essas comprometidas em conflitos intermináveis, geradores de contínua confusão metafísica e frustração.

Esta fragmentação interior espelha a nossa perspectiva do mundo exterior, visto como uma multiplicidade de objectos e acontecimentos separados.

O mundo é encarado como se tratasse de partes separadas a ser exploradas por diferentes grupos de interesses. Esta visão fragmentada estende-se à sociedade, dividida em diferentes nações, raças, religiões e grupos políticos.

A convicção de que todos estes fragmentos - em nós próprios, no nosso meio ambiente e na nossa sociedade - estão de facto separados pode ser tomada como a razão fundamental para as presentes crises sociais, financeiras, ecológicas e culturais.


Tem-nos afastado da natureza e dos seres humanos, nossos semelhantes.




Excerto adaptado de Fritjof Capra.

magia

Há uns dias li um exemplo que me deixou a pensar no que realmente consideramos como realidade absoluta e na importância da percepção humana.

Imagina poderes mover um objecto ou escrever um texto com a mente, basta imaginares, e as palavras aparecem à tua frente, ou num papel. Seria incrível. Seria mágico.

Porque é que escrever com os teus dedos numa placa lisa de um dispositivo pequenino 115x56x15 mm e em segundos imprimir o texto em papel - basicamente utilizar um meio que construímos e integrámos como hábito na nossa realidade, é menos mágico?

Porque esta seria exactamente a definição de magia há uns 200 anos atrás.

Sunday, 12 January 2020

Convergência

Um dos meus eu quis escrever sobre ele mesmo e a convergência desses vários eu em mim. Difícil de assimilar mas tentarei usar uma linguagem clara; Não é que eu tenha um distúrbio qualquer de múltiplas personalidades, muito pelo contrário acredito que é puramente humano conhecermo-nos no que toca a saber que existe uma (uma? Duas, três?) parte de nós capaz de fazer tal coisa e desejar tal coisa, e ser também capaz de fazer e desejar o oposto - quase como um alter-ego.
Tantas vezes dei por mim (daremos por nós?) a agir como a pessoa que sou e, de um momento para o outro, vejo as minhas atitudes como reflexões do que mais poderia odiar em alguém, ou ajo como nunca pensaria agir. Faço o que nunca seria capaz de fazer. Penso o que nunca me atreveria a pensar.
Também entra aqui o famoso 'Uma parte de mim querer fazer isto mas uma outra parte não.', 'Gostava mesmo de fazer isto mas algo me diz para não o fazer.' ou 'Estava prestes a fazer isto, mas controlei-me.'
O humano em conflito consigo mesmo, a indecisão, prefiro acreditar que tudo isto é consequência de uma acumulação de desejos ou ideias pendentes ou íntimas que nos agradaram, mas que acabámos por rejeitar.
No fundo, acredito que um alter-ego não é nada mais, nada menos do que próprias demonstrações de cansaço, cansaço deste controlo extremo a que expomos a vida. Já é hábito. Este alter-ego, esta outra personalidade é uma imagem idealizada nossa, capaz de realizar os nossos profundos desejos e interesses, coisa de que nos deprivamos na consciência de um "eu normal".
Isto acontece porque toda a tua vida deprivaste-te disto e daquilo, porque colocaste valores morais ou éticos ou desejos de outrem acima da tua própria consciência. Não te vês capaz de arriscar, então procuras a calmia e o controlo na vida. Mas o fruto proibido é sempre o mais apetecido. Então não tardará muito para que esses múltiplos indivíduos, consciências instáveis, se rebelem uma vez mais, cada um para seu lado, mas que no fundo, acabam por convergir numa só pessoa.


suspiros do meu antigo blog, theblueskynoise, 2013

III Falar

Quando ficamos alguns momentos sem abrir a boca, sentes que fica um silêncio constrangedor? 

Nem por isso. Porque haveria de ficar? Por muito que goste de te ouvir falar, quando não há nada para dizer, valorizo ainda mais o silêncio!
Porque se não estivesse em silêncio,  estaria a tagarelar. Porque também nunca tenho muito que falar.
Sim, a maioria das vezes que abro a boca é para tagarelar. Não falar, tagarelar! Coisa mais ingenuamente irritante. 
As conversas mais superficiais que não interessam a ninguém. A tagarelar as coisas mais simples, simpáticas e saudáveis, hábito este que qualquer ser humano já adoptou. A inocente conversa de ocasião! Sem propósito e em alguns casos sem nexo. Aquelas conversas que felizmente podemos ter sem puxar muito pelo cérebro e ninguém nos julga por isso! Tagarelar. Coisas tão fúteis ou idiotas que te fazem arrepender de ter aberto a boca na próxima vez que pensares nisso. Isso é que é tagarelice!
Por isso acho uma estupidez achar constrangedor o silêncio. Traz uma grande harmonia...
Se não há nada que falar, cala-te. Mas se achas o silêncio incomodativo, sempre podes tagarelar. Não só ajuda a passar o tempo como a exercitar a língua...
 
E ainda bem que me falaste nisto.

I

Costumava preocupar-me demasiado com o futuro
Agora preocupo-me em preocupar-me
Com as pessoas que amo
E pelo que luto no presente.
Porque prefiro viver na mais nítida das paisagens,
A observar a beleza e o suspense da tela branca do amanhã
Do que viver num incompleto esboço
De uma árvore morta, à espera que lhe pintem umas folhas ou flores...

II

Após um ano, aqui estou eu. Lembrei-me que isto existia.
E pelos vistos continuo na mesma crise existencial em que estava na última vez que postei alguma coisa, ou pior.

Um excerto do que escrevi há dias no meu pseudo-diário/caderno-sem-nexo:

Quanto mais velha estou, cada vez compreendo mais que afinal nada compreendia da vida.
É algo quase palpável, e um sentimento relativamente recente, por acaso.
Finalmente consigo compreender todas estas "fases", como a minha mãe lhes chamava, por que passei, e compreender e identificar-me com os que por elas estão a passar agora. Consigo compreender o quão parvas, fúteis e inúteis foram algumas das minhas atitudes e acções. Ridículas e dispensáveis, que raio de mentalidade tinha eu? - Tal e qual como quando levamos as mãos à testa por nos lembrarmos de momentos embaraçosos - E eu que pensava que tinha cabecinha na altura.

Tanta coisa que está a ganhar sentido.

Fuga

Uma nova etapa a recomeçar, provavelmente será inevitável cortar relações com todos os meus círculos e recomeçar do zero, como recomeço sempre, tornou-se um ciclo vicioso.
Fugir de tudo o que construí, como fujo sempre. Arranjar novos vícios, novas tristezas, novas ambições, novos amores, apenas para me fartar novamente, relembrar novamente, e recomeçar novamente.





suspiros do meu antigo blog, theblueskynoise, 2013

Senhor Caos

Alguns de nós gostam de atrair o Caos, gostam tanto que querem-no só para si. Não partilharão com mais ninguém. Quando a vida parece feliz e fácil demais, não tardará muito para que o voltemos a chamar, melhor amigo pontual, para que faça as honras de a arruinar, de a virar completamente às avessas porque já sentíamos saudades das dores psicológicas de estômago, as nostálgicas insónias e de dormir com rolos de papel higiénico na cabeceira. Vontade de partir o coração de alguém, vontade de desiludir a família, vontade de enojar estranhos.
Eu pessoalmente adoro, adoro especialmente massacrar-me durante a noite, naqueles minutos antes de adormecer, que se transformam em horas e lágrimas. Relembrar-me da última vez que chamei o nosso amigo para maltratar alguém ou algo do género, simplesmente adoro.

Mas o mais divertido disto tudo, com certeza é o histórico de atitudes, hábitos e teimas que ganhamos. Que se vão aglomerando na nossa personalidade, a um ponto que finalmente (e felizmente!) já não conseguimos ter lá muitos momentos felizes na vida, porque assim é que se está bem, que eu cá não gosto de facilidades, sempre adorei desafios.

(2013)

Ela

Desumana capacidade e desapego emocional e percepção de outrem.
Uma ridícula falta de ética e consideração.
Sicofanta e manipuladora.
Ambição desmedida e narcisismo.
A única coisa que a deixa mais infeliz do que perder todas as pessoas que lhe são queridas é falhar e não ter o que quer.

Ou é nisto que ela quer que eu acredite.







suspiros do meu antigo blog, theblueskynoise, 2015

IV - A ode a mim.

Posso?
Mostrar-te o quão efémera a tua vida não é
Mostrar-te as consequências que estão anos longe.
Vem
Deixa-me abraçar-te
Nunca ninguém te quis como tu
Então não existe outro amor.
Sai
Até de ti te fartas
Não consigo mais viver aqui dentro
Preciso de sair daqui
Mas a consciência é imovível.
Vem
Podes voltar
Vamos arranjar outra maneira
Arranjar maneira de querer arranjar maneira
Perdi vista do horizonte
Perdi vista de mim
Quero voltar
Quero tanto
when you’re genuinely better off alone,
being social
having lots of influence
being free
having no emotional compromises
only working on yourself,

than breaking hearts
regretting your harsh words
regretting your lack of affection
regretting who you truly are and what you cannot possibly ever offer  to others
maybe I wasn’t really made to date
my heart is supposed to belong the the whole world,
to cherish the collective unconscious and conscious

new winds are coming.

Não existe nada além da cortina

Ensina-me o que é o apego
Ensina-me o que é a traição
Porque sinto falta de um tanto de emoção.

Se a vida é sofrimento então não faço mal em apenas sonha-la. Observar o mundo a correr em vez de correr com ele.
Porquê buscar prazeres efémeros se tenho esta imaginação intemporal?
Porquê comprometer com dualidades quando os teus olhos já viram a singularidade excepcional do mundo?

Se me entretenho com as superficialidades sinto-me ignorante. Se apostar nas profundezas sinto-me cada vez mais distante e anormal.
As horas passam e o meu envolvimento com a realidade é cada vez menos apetecido. É como se a vida tivesse ganho novas sombras de absurdo e o seu conceito como consciência colectiva está fora de moda, e de sentido.


Quando é que esta doença solipsista se tornou tão confortável?


suspiros do meu antigo blog, theblueskynoise, 2013.